Nesta sexta-feira, 29, vai ser lançada no Rio de Janeiro, a 18ª Campanha Nacional Natal sem Fome dos Sonhos – projeto idealizado por Herbert de Souza – O Betinho.
Você também pode participar dessa iniciativa abrindo um posto de coleta em sua empresa (posto de coleta interno) ou externo – para o público em geral. Para instalar um posto você precisa fazer o download do formulário para impressão, preencher e encaminhar para o endereço abaixo:
CENTRO CULTURAL AÇÃO DA CIDADANIA (Av. Barão de Tefé nº 75, Saúde, Rio de Janeiro). Você receberá o material de divulgação da campanha.
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25 outubro 2010
21 outubro 2010
Estatuto da Igualdade Racial entra em vigor

Na área da educação o estatuto reforça a obrigatoriedade e a necessidade de estudar história da África e da população negra no Brasil, tanto em escolas públicas quanto em particulares.
Representantes do movimento negro agora podem participar de conselhos de saúde. Membros das religiões africanas também conquistam o seu espaço: eles podem participar de conselhos, comissões e órgãos vinculados ao Poder Público.
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11 outubro 2010
Rotulados pela mídia
Veja só:
“Vieram me dizer: você saiu no jornal! Eu tomei um susto e pensei: o que eu fiz para aparecer no jornal? Ai, quando me trouxeram o papel com a minha foto, tomei outro susto! Era a minha imagem bem grande, sorrindo e cantando debaixo do viaduto. Eu saí muito bonito. Adorei!Só podia ser o Aurora da Rua mesmo!Obrigado!” (Aurora da Rua, agosto/setembro, nº 21)
O relato acima foi extraído do jornal Aurora da Rua, periódico que trata de questões das pessoas em situação de rua, sobretudo, da capital baiana.
O autor do texto é o morador Edmarcus.
O susto e a preocupação de Edmarcus não foram à toa, pois essa é a realidade de muitos jornais. Morador de rua, infelizmente, na maioria das vezes, só aparece em jornais quando comete algum delito, alguma infração ou quando está em situação de miséria – usando drogas, dormindo nas ruas, por exemplo. Eles passam a ter um lugar especial no periódico: matéria de capa, foto em destaque. A identidade desaparece e cede lugar para termos como traficante, bandido, ladrão, etc. Quando abre o jornal, lá está a matéria em página par e em um bom campo de visualização (na parte de cima da folha). Isso para dar destaque ao assunto.
Costumeiramente, eles aparecem assim:
etecétera. Indefesos, marginalizados, menosprezados, humilhados, marcados por um discurso - verbal ou imagético - que os fazem morrer perante os olhos de muitos. Dentro de cada um deles há uma vida inexplorada, capaz de mudar a sociedade.
“Vieram me dizer: você saiu no jornal! Eu tomei um susto e pensei: o que eu fiz para aparecer no jornal? Ai, quando me trouxeram o papel com a minha foto, tomei outro susto! Era a minha imagem bem grande, sorrindo e cantando debaixo do viaduto. Eu saí muito bonito. Adorei!Só podia ser o Aurora da Rua mesmo!Obrigado!” (Aurora da Rua, agosto/setembro, nº 21)
O relato acima foi extraído do jornal Aurora da Rua, periódico que trata de questões das pessoas em situação de rua, sobretudo, da capital baiana.
O autor do texto é o morador Edmarcus.
O susto e a preocupação de Edmarcus não foram à toa, pois essa é a realidade de muitos jornais. Morador de rua, infelizmente, na maioria das vezes, só aparece em jornais quando comete algum delito, alguma infração ou quando está em situação de miséria – usando drogas, dormindo nas ruas, por exemplo. Eles passam a ter um lugar especial no periódico: matéria de capa, foto em destaque. A identidade desaparece e cede lugar para termos como traficante, bandido, ladrão, etc. Quando abre o jornal, lá está a matéria em página par e em um bom campo de visualização (na parte de cima da folha). Isso para dar destaque ao assunto.
Costumeiramente, eles aparecem assim:
ou
ou
etecétera. Indefesos, marginalizados, menosprezados, humilhados, marcados por um discurso - verbal ou imagético - que os fazem morrer perante os olhos de muitos. Dentro de cada um deles há uma vida inexplorada, capaz de mudar a sociedade.
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08 outubro 2010
Um Deus nos acuda
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Falta diálogo entre sociedade e polícia |
Em menos de um mês a Polícia Militar (PM) de Salvador tem sido alvo de constantes protestos por ser acusada de crimes. O último foi nesta quarta-feira (6), quando moradores do bairro de Engomadeira pararam o trânsito como forma de denunciar a morte do servente Nelson Pereira dos Santos. De acordo com a irmã da vítima, Nelson estava sentado na porta de casa por volta das 21h, quando recebeu os disparos. A PM investiga o caso.
Nesta semana mais dois jovens foram mortos no bairro de Itapuã. Segundo a polícia, eles reagiram a uma abordagem.
No interior do Estado, em Barreiras, a 871 km da capital baiana, um rapaz desapareceu. Mais uma vez policiais são acusados pelo crime. Testemunha diz que o rapaz foi colocado no fundo de um carro. O paradeiro? Ninguém sabe. Batalhão da PM acredita ser possível abrir inquérito caso surjam provas materiais dos PMs.
Tantos mistérios em tão pouco tempo.
Alguma coisa está errada. É claro que a polícia tem suas falhas e problemas, mas ela não é a única responsável.
Precisamos de políticas públicas eficazes na área da segurança, além do Poder Público estabelecer relações, através de reuniões, por exemplo, entre polícia e sociedade.
E, dessa forma, todos seríamos menos culpados.
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